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Escolha do Filhote: Fêmea ou Macho?
(Algumas considerações para facilitar a escolha do companheiro ideal)

Autora: Joanna Avelar Estanislau de Assis
              Canil Hall of Lords


Em mais de 27 anos de experiência, criação e convivência com cães para atender a diversas finalidades, raças e sexos sempre me deparo com as mesmas perguntas sobre a nova aquisição das pessoas para sua casa: um filhote macho ou fêmea. Qual é mais fácil de educar? Qual sexo se adapta melhor em apartamento? Qual é mais dócil e carinhoso? Como funciona o cio? Meu exemplar é obrigado a cruzar? Como faço se já tenho cão de outra raça e sexo? Percebo que há uma errônea tendência nacional ao preferir fêmeas, o que na maioria das vezes até eleva o preço de mercado das mesmas, que são matrizes, ideais para o início de um programa de criação.

Considero de suma importância considerar primeiramente a raça do filhote de acordo com consenso familiar, espaço e função desejada. O bom senso de não criar cães de grande porte em
apartamentos, ou cães de guarda como companhia, ou esperar de um pequeno caçador que guarde a sua casa, até mesmo que um cão de pastoreio lata pouco ou, finalmente, que algumas raças tenham paciência e energia para o dia inteiro ficar por conta das brincadeiras infantis. Para não citar outros erros bastante comuns, que até mesmo acarretam em abandono e maus tratos de vários cães posteriormente. Na verdade deve-se ler bastante sobre a raça, conhecer o seu padrão, assim saberá o que esperar do seu filhote, procurar criadores idôneos, que possam com segurança esclarecer todas as suas dúvidas. Pedigree é importante sim, gente! É um estudo genético que deve ser levado a sério por gerações e gerações a fio, com ele poderemos prevenir doenças hereditárias e distúrbios de temperamento. Pelos ancestrais de seu filhote, pode-se prever até mesmo seu caráter. Mas lembre-se que este é formado pela soma da genética e do ambiente onde ele reside. Um lar saudável, com donos equilibrados e coerentes tem muito mais chance de conseguir um bom resultado no adestramento e temperamento final do cão. Definida a função (companhia, exposição, caça, guarda, esportes) do filhote, escolha a raça que agrade a todos tanto na sua aparência quanto no seu “gênio”. A partir daí contate os melhores criadores, pesquise os ganhadores de exposição, há quanto tempo criam, conheçam o seu trabalho de perto e finalmente adquira seu filhote.

Partiremos da idéia que você já se decidiu sobre a raça, ela cabe perfeitamente no seu espaço, bolso, é linda e charmosa para todos da casa. E agora? Macho ou fêmea? É de extrema importância decidir o futuro de seu filhote. É aconselhável que fêmeas saudáveis tenham ao menos uma ninhada em sua vida, assim manda a natureza! A castração das mesmas altera muito seus hormônios e tendem a engordar muito, então se prepare para fazer com ela muitos exercícios físicos e para ministrar rações light, que geralmente são mais caras. Também é comum a gravidez psicológica que na maioria das vezes causa muito sofrimento à cadela, que fica cheia de leite, realmente espera sua cria que nunca vem. Assim ficam deprimidas, podem ter tumores uterinos e mamários. Muitas fêmeas perdem volume de pêlo com o cio e podem até mesmo ficar impossibilitadas de participar de exposições por longos períodos. A pelagem geralmente se regulariza logo a pós a primeira ninhada. No período do cio, muitas cadelas tendem a urinar por toda a casa no instinto de atrair um macho e sangram bastante, o que poderá causar bastante desconforto aos membros da família, se elas tiverem o hábito de subirem em sofás e camas da casa. O cio ocorre normalmente duas vezes ao ano e pode durar entre dez a vinte dias. Eu mesma tenho uma cadela que tem cios regulares de quatro em quatro meses) Se você não pretende ter uma ninhada indesejada, é aconselhável isolar a cadela de machos neste período. A genética influi muito no fator docilidade, mas o caráter depende muito também da educação que o dono irá oferecer. Assim podemos dizer que o cão é o reflexo do seu dono. O sexo não influi diretamente nisso. Converse com o criador sobre a personalidade de cada filhote, é possível escolher numa mesma ninhada um mais adequado ao planejado. As fêmeas são geralmente menores na maioria das raças e algumas vezes bem territorialistas, ou seja, mais possessivas e ciumentas que os machos. No caso de uma cadela alfa, isto é, a “chefe” da matilha, estas características se acentuam. Ela poderá não aceitar outra fêmeas na casa e até mesmo tornar-se agressiva com outras fêmeas.

O que percebo ao longo dos muitos anos de experiência, é que os machos são sempre mais estáveis, não sofrem variações de humor em função dos hormônios, não perdem volume e qualidade de pelagem e geralmente são exemplares mais vistosos e bonitos. Aliás, isso ocorre em vários animais na natureza, como, por exemplo: pavões, galos, leões, peixes ornamentais, etc. Assim, para exposição, são muito mais indicados. Não necessitam de cruzar. Melhor adquirir um macho se não quiser ter trabalho com os filhotes no futuro. E podem perfeitamente ser educados a não levantar a perna para urinar e a fazer todas as suas necessidades básicas no jornal. Particularmente prefiro machos para exposição, companhia e guarda. Um bom criador deverá ser apto a passar as informações devidas para a educação e adaptação do filhote em seu novo lar. Maus hábitos como ficar montando nas pernas das pessoas também ocorrem com fêmeas e basta corrigir o comportamento com firmeza quando ocorrer. Os “Sim” e “Não” da casa deve ser compartilhados por todos em todas as situações da vida do filhote e desde cedo apara que ele entenda o que se espera dele. Uma reunião com todos os familiares é importante para o que pode e não pode seja definido. Nunca permita que um “não” ocorra ou o cão não saberá nunca como se portar. Os cães tendem a agradar o dono por natureza, assim com tempo, sendo coerente e paciente, logo terá um exemplar bem educado e feliz em casa. Há também a possibilidade de se contratar um adestrador para cães mais temperamentais e teimosos ou se não houver ninguém na casa com tempo livre para treiná-lo. Um macho alfa pode não aceitar outro em seu território, como vale o mesmo para a fêmea alfa. Mas com carinho e calma é possível e fácil a convivência entre cães do mesmo sexo. Se houver matrizes de outra raça em casa, pode optar-se por castração ou vasectomia do macho.

Na verdade não se trata do sexo do filhote e sim do seu objetivo ao escolhe-lo! O que é melhor para você pode não ser o mais natural e melhor para o cão. Pretendo aqui ajudar nesta escolha e clarear algumas dúvidas. Deixo o meu e-mail para quem desejar maiores informações. Terei o maior prazer em ajudar! Boa Sorte!

 

Joanna Avelar Estanislau de Assis
Canil Hall of Lords
Cocker Spaniel Americano
Ex-criadora de Cocker Spaniel Inglês
Filiada ao American Spaniel Club
ACB, CBKC e Sobraci

Publicado em 29/02/2010

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