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BOXER - "Quem ama outras raças é porque nunca teve um"

Autor: Luciano de Lima Doreto
           Canil Dotbox

Introdução

Essa matéria tem por finalidade trazer a tona todas as virtudes e problemas  do Boxer, raça que vem crescendo muito no Brasil e no mundo, devido a sua capacidade de agradar “gregos e troianos”, ajudando as Pessoas que desejam adquirir um a  saber a melhor maneira de conseguir um filhote dentro do que se espera de um Boxer.

“Quem ama outras raças, é porque nunca teve um Boxer”

 

A Origem

O Boxer é um cão de tamanho médio e pelo curto, com musculatura bem definida e exposta

O Boxer tem suas origem no final do século XIX, porém seus ancestrais são conhecidos desde a idade média, onde cães fortes de estrutura atlética eram usados nas guerras devido a sua grande força e coragem,  assim muitos povos antigos venceram grandes batalhas, com grandes quantidades de cães armados de coleiras pontiagudas. Estes mesmos ascendentes do nosso boxer foram empregados mais adiante em caça de animais de grande porte como Ursos e Búfalos, saindo-se extremamente bem nesta tarefa também.

            Com o Sucesso destes animais, muitos povos começaram a criar estes cães e por muitas regiões européias  eles foram tomando características diferentes de acordo com a necessidade e costume de cada povo, esses molossos dariam nascimento aos ancestrais do Mastiff e do Buldogue na Grã-Bretanha, do Dogue de Bordéus no sudeste da França, e na Alemanha, ao Dogue Alemão e ao Bullenbeisser, sendo este último o que deu a origem direta ao Boxer que conhecemos hoje.

 



O Bullenbeisser ( que significa “mordedor de Touros) ou que também era conhecido na Alemanha como canis ursiritus ( Cão de Urso ) e  canis porcatoris (cão de javali) foi tão aceito que em pouco tempo se espalhava pela França, Bélgica e outros paises da Europa.

Foi nomeado nesta época o cão mais inteligente da raça dos molossos , medindo cerca de 55 cm com o focinho curto, largo e desnivelado, marcado por rugas e com lábios pendentes. A cabeça é larga, seu diâmetro é maior que o de qualquer outra raça. Os olhos são ligeiramente oblíquos e um pouco cobertos pela pele da frente. Tem rugas na testa e nas bochechas. A linha superior é reta. A cor é de leão, rajada de cor de lobo".

A historia diz que o primeiro boxer nasceu de um cruzamento entre o Bullenbeisser

( uma fêmea chamada Alt’s e um buldogue chama Tom, dessa união nasceu Floki, o primeiro Boxer registrado no Livro das Origens do Boxer.

Precisaram de seis anos para chegar a um texto aceitável sobre o padrão da raça, que foi finalmente adotado em 1905. Nesta mesma época, em 1904, foi criada a primeira revista exclusivamente dedicada ao Boxer, o que representava um impulso significativo à raça.

Em 1968, o Livro de Criação levado pelo clube alemão totalizava em torno de 80.000 inscrições. Na atualidade, os efetivos são mais de 150.000. Desde a fundação do Boxer Club de France em Estrasburgo, em 1922, o Boxer é conhecido no mundo todo, confirmando assim o êxito da criação alemã.

 

Grandes campeões da Historia no Brasil:

kowsky's Judah Ben-Hur
Gama Grass Black'tie Bolero
Zorrhel Dugran

Campeões da Atualidade

Gaiga’s kennel Futurian_Lady_Di.
Elharlen’s Iago Gaigas Kennel

O Padrao da Raça

1. Focinho

2. Cabeça

3. Stop

4. Trufa

5.Occipital

6.Cernelha

7. Dorso

8. Lombo

9. Garupa

10. Raiz da Cauda

11. Ísquio

12. Coxa

13. Jarretes

14.Metatarsos

15. Dígitos

16. Joelhos

17. Linha Inferior

18. Cotovelo

19. Linha de Terra

20. Metacarpo 21. Carpo

22. Braço

23. Nível do Cotovelo

24.Antebraço

25. Ponta do Ombro

26. Externo

27. Costela / Torax

28. Altura da Cernelha

Aparência Geral:

O Boxer é um cão de talhe médio, compacto, de figura quadrada, com ossatura robusta e de pelagem curta. A musculatura é seca, poderosamente desenvolvida, modelagem nitidamente definida. Sua movimentação é energética, poderosa e nobre. O Boxer não é rústico, pesado, muito leve, nem lhe falta substância.

 

Proporções Importantes:

 

Comprimento do tronco: a construção é de figura quadrada, isto é, a horizontal da cernelha e as duas verticais, uma tangenciando a ponta do ombro e a outra a ponta do ísquio, formando um quadrado

Profundidade de peito: o peito alcança abaixo dos cotovelos, sendo a metade da altura na cernelha.

Comprimento da cana nasal: a proporção crânio-focinho é de 2:1; medidos o crânio do stop, canto medial do olho até o occipital e da ponta da trufa ao st

 COR:
 Dourado ou tigrado. Dourado: do vermelho-cervo escuro ao amarelo claro as mais características são as cores de tonalidade média: vermelho amarelado. A máscara escura limita-se ao focinho e deve destacar-se nitidamente da cor da cabeça para que a expressão não fique sombria. As marcas brancas podem, até mesmo, ser muito agradáveis, embora os exemplares que tem mais de um terço de branco, não podem ser registrados no Livro de Origem (sem pedigree) nem aceitos em exposições, o mesmo acontecendo com os exemplares pretos. Tigrado: as listras desenham sobre as diversas tonal idades descritas são escuras ou pretas, transversais aos flancos O contraste entre as listas e a cor base deve ser nítido A distância entre as listas, deve ser proporcional à largura. A cor base não pode sofrer interferência da cor das listas e parecer suja ou misturar-se tornando as listas irreconhecíveis.

   CABEÇA:

O crânio deve ser definido e o mais quadrado possível, levemente arqueado, largura moderada e o occipital moderadamente pronunciado, faces fortemente desenvolvidas fundem-se ao focinho em leve curva, faces lisas conforme a posição das orelhas, formam-se ruges naturais, levemente marcadas. O osso frontal apresenta um sulco mediano, pouco profundo, especialmente entre os olhos.
   Trufa: Grande, preta, ligeiramente arrebitada; narinas bem largas, com fino sulco mediano. Nível da trufa um pouco mais alto que a raiz.
   Dentadura: Naturalmente prognata; caninos bem afastados seis incisivos bem alinhados, inclusive os incisivos pinça: os superiores desenham um leve arco e os inferiores alinham-se retos.
   Olhos: Marrom escuro, de tamanho médio inserção no plano da pele, com a orla das pálpebras escuras. De expressão doce, enérgica e inteligente, sem parecer carrancudo, ameaçador, penetrante.
   Orelhas: Inserção alta, pequenas e delgadas ao toque, - portadas pendentes bem rente às faces. Em atenção, voltam-se para a frente, fazendo uma dobra bem marcada. Quando operadas, são cortadas em ponta de comprimento moderado, com o pavilhão auditivo de largura moderada e são portadas empinadas.

   TRONCO:

Construção configure um quadrado cujo lado superior e horizontal e tangente à cernelha, o lado esquerdo passa pela ponta do ombro, o direito pela ponta do ísquio, o lado inferior e a própria linha de terra.
   Peito: De profundidade, e igual à metade da altura na cernelha, descendo até o nível dos cotovelos.
   Membros Anteriores: Braços longos com ossatura forte, articulações firmes e o úmero fazendo ângulo reto (90°) com a escápula .Visto de frente os membros são retos e paralelos cotovelos bem ajustados, trabalhando paralelos rente ao tórax.
   Membros Posteriores: Musculatura muito forte músculos rígidos, com relevo bem modelado.

   CAUDA:

De inserção mais para alta que baixa, amputada e portada acima da horizontal.

   MOVIMENTAÇÃO:

Movimentos enérgicos, exibindo força e elegância.

Orelhas:

 inserção alta, preferencialmente pequenas e espessura delgada. Em repouso, são portadas pendentes bem rente às faces. Em atenção, voltam-se para a frente, caindo e fazendo uma dobra bem marcada. Quando operadas, são cortadas em ponta, de comprimento moderado, com o pavilhão auditivo de largura moderada e são portadas eretas.

Talhe:

Altura média na cernelha, na vertical que passa no cotovelo: machos 53 - 63 cm; fêmeas 53 - 59 cm.

 

Faltas:

 Algumas faltas no boxer são: cabeça atípica, aparência rechonchuda, aparência de Bulldog, ossatura leve, porte fraco, olhos claros, barbela, peito muito largo, peito muito estreito, cotovelos para dentro ou para fora, pés de lebre, dorso selado ou estreito, lombo estreito, inserção baixa de cauda, garupa muito redonda ou estreita ou caída, andadura saltitada, timidez e covardia

 

Vale salientar que o corte de orelha e rabo hoje já não é mais obrigatório e em alguns paises europeus é até proibido

Obs: Existem outros detalhes no padrão, para mais informações acesse:
http://www.dotbox.criadoronline.com.br/

Doenças Específicas Do Boxer

Apesar de todo nosso cuidado e atenção, os Boxers ocasionalmente sofrem de doenças para as quais a raça parece estar predisposta. Quer estas doenças sejam origem genética ou ocasionadas por fatores ambientais, elas de qualquer modo precisam ser tratadas.

Importante!

A incidência dessas doenças não é alta, e ao se comprar o cão de um criador ético, que provê certificados de saúde para seus exemplares, aumenta-se muito as chances de ter um animal saudável.

Câncer

Descobriu-se que os Boxers são de alto risco para uma grande variedade de tumores. Estão incluídos tanto os tumores benignos de pele (lipomas e histocitomas) quanto o câncer que afeta o cérebro, a pele, a tiróide, as glândulas mamarias e órgãos internos como o Baço e pâncreas. Tumores benignos de pele normalmente podem precisar ou não de tratamento ou simples remoção cirúrgica sob anestesia local. Os malignos requerem tratamento específico para o câncer e variam bastante. Tal qual nos casos de câncer humano, os cães são tratados com cirurgia, quimioterapia e ás vezes radiação. Tem havido enormes avanços no tratamento de cães e no tempo de sobrevivência. Não há como prever se o Boxer desenvolverá algum tipo de câncer com o envelhecimento.

 

No entanto, é prudente estar alerta em relação a qualquer manifestação estranha e consultar seu veterinário caso observe algo suspeito.

 

Hiperplasia gengival

São tumores benignos da boca essencialmente, um crescimento excessivo do tecido gengival comumente visto em Boxers de meia idade e mais velhos. Estes tumores podem ser numerosos; no entanto normalmente não causam danos significativos.

Ocasionalmente eles deformam a posição dos lábios e esteticamente não são atraentes. Visto que eles podem reter partículas de alimento, o dono deve prestar atenção bucal. Consulte sempre seu veterinário para excluir qualquer malignidade possível.

 

Doença do Coração

Assim como a maioria das raças caninas, os Boxers estão sujeitos a enfermidades do coração. Entre elas incluem-se anomalias congênitas, bem como doenças adquiridas mais tarde. As doenças cardíacas do Boxer normalmente enquadram-se em duas categorias: estenose aórtica e cardiomiopatia.

A aórtica é uma doença congênita, um estreitamento ou constrição do sistema de fluxo do ventrículo esquerdo para a aorta Geralmente esta deficiência ocorre abaixo da válvula aórtica e por isso é denominada estenose subaórtica. Pode ser detectada por um sopro sistólico pelo seu veterinário - freqüentemente num jovem filhote se o estreitamento for severo, ou num cão mais velho se a constrição for menos aguda. Deve-se fazer distinção entre este sopro- as freqüentemente denominados sopros de "fluxos" inocente que desaparecem com o crescimento do filhote. Não há nenhum tratamento cirúrgico viável e se a deficiência resultar em arritmias ventriculares, geralmente é utilizado uma terapia anti- arrítmica. A estenose subaórtica pode levar à falencia do coração e/ou morte súbita, porém formas amenas da anomalia podem passar despercebidas, não sendo incompatíveis com a vida normal.

A cardiomiopatia é uma doença do próprio músculo do coração. Causa arritmias que ameaçam a vida e freqüentemente conduzem à morte súbita ou falência do coração. Pode ser causada por certos venenos; infecções bacterianas, parasitas e virais (notadamente parvovirus); uremia severa, diabetes e insolação. Nos Boxers, entretanto, ela freqüentemente ocorre na meia idade por motivo desconhecido. Indubitavelmente a hereditariedade desempenha um papel chave.

A cardiomiopatia é muito comum em toda a raça na América do Norte e não há um modo fácil de evitá-la. A boa notícia e que uma grande chance de seu Boxer nunca venha a desenvolvê-la.

 

 

O Boxer Hoje no Brasil

Como já vimos o Boxer é por natureza um cão corajoso e excelente cão de guarda, conseguindo também ser ótima companhia e muito dócil com os donos em especial com crianças, e é essa ambigüidade que o torna um cão equilibrado e versátil.

A tendência da raça é continuar crescendo, pois ela ganha hoje muitos admiradores exponencialmente, e isto é ótimo , porém temos que tomar cuidado com o crescimento inadequado com cruzamentos de cães sem registro de ascendência comprovado e acasalamentos feitos em canis não especializados;Estes casos muitas vezes geram cães que fogem do padrão visual e do caráter que o boxer deve ter, e a exemplo do que ocorreu com o Doberman no passado e com o pitbull hoje, estes cruzamentos podem gerar cães violentos ou covardes denigrindo o Boxer e o levando a proibição e extinção, por isso ao Procurar um cão, seja ele Boxer ou qualquer outra raça, procure um canil idôneo e o valor às vezes um pouco mais alto pago no exemplar lhe trará satisfação e tranqüilidade.

“Quem ama o Boxer, compra com pedigree, e assim garante o futuro da raça”

Publicado em 22/08/2006

PW93-14631